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domingo, 14 de agosto de 2016

Energia é a “luz ao fundo do túnel” para a economia de Moçambique

O sector energético, com importantes projectos em lançamento envolvendo empresas chinesas, oferece a Moçambique as melhores perspectivas para ultrapassar o período económico adverso que atravessa, de acordo com analistas.

O sector energético, com importantes projectos em lançamento envolvendo empresas chinesas, oferece a Moçambique as melhores perspectivas para ultrapassar o período económico adverso que atravessa, de acordo com analistas.


Um dos projectos recentemente lançados é o da construção de uma central eléctrica a carvão, envolvendo a Shanghai Electric Power e a Ncondezi Energy, num investimento de 25,5 milhões de dólares na província de Tete, para onde está já planeada uma outra termoeléctrica, projecto envolvendo os governos de Moçambique e da Zâmbia.

No seu mais recente relatório sobre Moçambique, a agência de notação de risco Standard & Poor´s alerta para as actuais dificuldades económicas e financeiras, estimando um crescimento do PIB real de apenas 4% este ano, um dos mais baixos das últimas décadas, mas prevê que acelere para 6% em 2017 e 7% em 2018, com investimentos no sector do gás em alta, juntamente com investimentos em redes de energia e transportes.

A construção da maior parte das linhas de caminho-de-ferro que ligam os portos do centro e norte do país a novos depósitos de carvão deve sustentar o aumento da produção carbonífera em 2016/2019, ”desde que os preços internacionais do carvão recuperem dos baixos níveis actuais”, afirma.

Mais importante ainda, a S&P crê que o governo e parceiros estrangeiros (para a exploração das reservas de gás natural liquefeito, ENI e Anadarko Petroleum) vão concluir as negociações sobre o quadro do investimento este ano” permitindo o início da construção de instalações em 2017/2018.

Para a Economist Intelligence Unit, o investimento estrangeiro manter-se-á reduzido a curto prazo, mas deverá recuperar lentamente para lá de 2017”, se o governo “tomar medidas suficientes para restabelecer o programa do FMI, o que “será um sinal crucial para os investidores de que as autoridades estão a responder à crise económica.”

A privatização de activos deverá “atrair algum investimento, enquanto a aplicação de capitais na indústria do gás poderá recuperar a médio prazo”, adianta, mas, “perante a procura global lenta das principais exportações de Moçambique, não haverá promessa de retornos elevados para atrair investidores, tendo o governo de acelerar esforços para melhorar o clima de negócios.”

A China deverá assumir-se como um dos principais clientes do gás natural de Moçambique, onde já tem estado a assegurar a sua presença, tendo a China National Offshore Oil Corp obtido o primeiro contracto de longo prazo, prevendo a compra anual de entre 2 milhões e 2,5 milhões de toneladas de gás, um quarto da capacidade de produção da primeira unidade de liquefacção associada à Área 1 da bacia do Rovuma, cuja exploração é liderada pela Anadarko Petroleum.

O interesse de petrolíferas chinesas no gás natural de Moçambique tinha já resultado na compra pela Sinopec à petrolífera italiana ENI de uma participação de 20% na Área 4, vizinha da explorada pela Anadarko Petroleum, por 4,2 mil milhões de dólares.

Segundo o Standard Bank a exportação de gás natural renderá inicialmente 67 mil milhões de dólares a Moçambique e, com seis unidades de liquefacção em funcionamento, o rendimento aumentará para 212 mil milhões de dólares.

Espera-se nos próximos meses a decisão final de investimento da ENI no projecto de Moçambique, bem como a da Anadarko Petroleum, que deverão envolver a participação também da ExxonMobil e da Qatar Petroleum, segundo noticiou recentemente a Reuters.

A ENI prevê assegurar um financiamento de 11 mil milhões de dólares, vendendo uma participação de 20% no poço “Mamba” à ExxonMobil, negócio que pode representar um encaixe de 1300 milhões de dólares para o fisco moçambicano – o equivalente às dívidas “ocultas”, cuja descoberta resultou no cancelamento de apoio do FMI e de outros parceiros.

Anunciado em Março, o gasoduto de 2600 quilómetros Rovuma/Gauteng terá o estudo de viabilidade a cargo da China Petroleum Pipeline Bureau (grupo China National Petroleum Corp, accionista na Área 4 da bacia do Rovuma) e, uma vez tomada a decisão de investimento, 70% do financiamento estará a cargo de instituições financeiras chinesas.

Para Aubrey Hruby, do Atlantic Council Africa Center, o envolvimento chinês faz com que o projecto seja ganhador para três partes.

“É um ganho para a China porque os empreiteiros chineses ficam com o negócio, é um ganho para a África do Sul e para Moçambique porque asseguram o gás de que precisam e é um ganho para o Zimbabué e para a Zâmbia porque também precisam de energia”, afirmou a analista, citada pela Interfax.

Fonte: Macauhub

Consórcio chinês constrói aeroporto em Gaza, Moçambique

O grupo chinês Anhui Foreign Economic Construction (Group) Co., Ltd., associado à empresa moçambicana de capitais chineses Sogecoa Lda. (Moçambique), foi contratado pelo governo de Moçambique para construir o futuro aeroporto da província de Gaza, escreveu o jornal Notícias, de Maputo.


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O matutino citou dados divulgados numa reunião do Ministério dos Transportes e Comunicações, recentemente realizada em Maputo, para afirmar que o futuro aeroporto de Gaza, com um custo estimado em 50 milhões de dólares, será dotado de terminais de passageiros e de carga, podendo receber aparelhos do tipo Q-400, um avião turbo hélice do fabricante canadiano Bombardier.

Responsáveis do ministério afirmaram nesse encontro ter o processo de negociação do contracto de adjudicação da obra sido concluído há dias e adiantaram que a construção do aeroporto é encarada como estratégica, dado haver expectativas de que a infra-estrutura funcione como catalisador para o desenvolvimento rápido da província, nomeadamente através da promoção do turismo.

Nesse mesmo encontro foi anunciado para Dezembro próximo a conclusão das obras de modernização da pista do aeroporto internacional de Maputo, estando em 70% a taxa de execução dos trabalhos, que incluem a colocação de um novo sistema de iluminação da pista e de condutas para o abastecimento de combustível aos aviões.

Fonte: Macauhub

Economia de Moçambique deverá crescer apenas 3,8% em 2016

A economia de Moçambique deverá crescer este ano a uma taxa real de 3,8%, antes de voltar a subir para valores entre 4,2% e 5,6% nos anos de 2017 a 2020, de acordo com o mais recente relatório da Economist Inteligence Unit (EIU).



O crescimento económico a ocorrer este ano é o mais baixo dos últimos 15 anos e reflecte a quebra da despesa do governo, a quebra do investimento directo estrangeiro decorrente de um fraco ambiente de negócios e a quebra da produção agrícola na sequência de perturbações climatéricas.

A EIU afirmou esperar que a partir de 2017 tenha lugar uma aceleração gradual do crescimento económico, à medida que a estabilidade macroeconómica melhora e a confiança dos investidores recupera mas adiantou que esse crescimento, a uma média de 5,1% no período de 2017 a 2020, ficará longe da média de 7,2% da década anterior.

A produção de carvão manter-se-á um factor-chave para o crescimento, devido ao esperado aumento dos preços do minério entre 2017 e 2018, a procura robusta por parte da Índia e dos esforços das empresas mineiras para reduzirem os respectivos custos de funcionamento.

A EIU menciona o risco associado ao agravamento das condições de segurança nas regiões mineiras de Moçambique, bem como perturbações na rede logística que permite o escoamento de carvão e de outros minérios, mas adiantou deverem as empresas mineiras manterem-se empenhadas nos respectivos projectos.

A produção agrícola deverá retomar em 2017 à medida que esmorecem os efeitos do El Niño mas o crescimento manter-se-á baixo devido à baixa produtividade das explorações familiares, na sua maior parte de subsistência e aos baixos preços associados às principais culturas de rendimento, açúcar, chá e algodão.

A inflação, que em Junho se cifrou em 19,7% em termos homólogos, deverá manter-se elevada, devido à rápida desvalorização da moeda moçambicana face às principais divisas, prevendo a EIU que encerre o ano em curso a 17,1%, o valor mais elevada em mais de uma década.

O investimento ou formação bruta de capital fixo deverá ser negativo este ano, com uma taxa de -1,2%, antes de voltar a subir para 0,5% em 2017 e 2,9% em 2018 e para valores entre 11,2% e 11,6% nos anos de 2019 e 2020.

Fonte: Macauhub

China foi o maior investidor em Moçambique no 1.º semestre de 2016

A China foi o maior investidor em Moçambique no primeiro semestre com 154 milhões de dólares, quase 60% do total do investimento directo estrangeiro, de acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI).

Segue-se a grande distância a África do Sul, com 45 milhões de dólares, as Maurícias, com 29 milhões de dólares, o Reino Unido, com 22 milhões de dólares (20 milhões de euros), e Portugal, com 14 milhões de dólares.

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Os restantes países na lista dos dez principais investidores são a Turquia, Itália, Índia, Espanha e Estados Unidos.

Segundo o CPI o investimento directo aprovado por Moçambique no primeiro semestre cifrou-se em 478 milhões de dólares.

Os dados revelam que daquele montante 304 milhões de dólares foram investimento directo estrangeiro, 52 milhões de dólares investimento directo nacional e 122 milhões de dólares tiveram origem em suprimentos e empréstimos.

Os mesmos dados revelam que todas as formas de investimento sofreram descidas acentuadas, com o estrangeiro a baixar 54% e o nacional 56%.

Do investimento estrangeiro aprovado pelo CPI, quase 80% está concentrado no sector da construção e obras públicas, indústria, agricultura e agro-indústria e mais de metade (55%) abrange as províncias de Maputo e Cidade de Maputo, a que se segue, com 21%, a província de Sofala.

Fonte: Macauhub

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Negócios para começar em casa

Cada vez mais empreendedores procuram negócios para montar em casa reduzindo assim o investimento inicial e o risco sistêmico de qualquer nova empreitada.

A opção por trabalhar em casa apresenta muitas vantagens como economia de tempo e um certo ganho em termos de qualidade de vida. Os avanços tecnológicos do mundo moderno como a Internet e a possibilidade de terceirização de serviços facilitam bastante o empreendedorismo doméstico, permitindo que cada vez mais pessoas adotem essa opção para montar seu próprio negócio. Cada vez mais o trabalho em casa desponta como uma oportunidade de negócio para o micro e pequeno empreendedor.

Antigamente a listas de negócios para montar em casa era bem restrita e na maioria das vezes se resumia a atividades como costura, artesanato e culinária. Atualmente, com as facilidades da vida moderna, essas oportunidades de negócios são muito mais variadas, indo desde serviços de consultoria até as franquias home based. As opções são muitas, mas é preciso prestar atenção a alguns detalhes. É possível ganhar dinheiro em casa, mas não é tão fácil assim.

Montar um negócio em casa exige disciplina

A opção por alguns tipos de negócios para montar em casa pode ser prática, mas exige antes de tudo, muita disciplina. A opção por montar um negócio em casa exige uma mudança de atitude na sua rotina de vida. O primeiro passo será a criação de um home office bem estruturado, prático e econômico. Em nosso site temos muitas dicas para lhe ajudar nessa etapa, na seção Home Office.
O segundo passo para quem deseja trabalhar em casa é criar uma disciplina pessoal e também da sua família. Aprender a separar o home do office, nem sempre é fácil, mas é uma condição fundamental para qualquer tipo de negócio montado em casa.

Ideias de negócios em casa

Poderíamos escrever páginas e mais páginas de ideias para negócios que podem ser montados em casa, como já estamos fazendo em nossa seção Ideias de Negócios, mas neste artigo acreditamos ser mais interessante tratar o assunto de forma mais abrangente.
  • Serviços de Consultoria – Este é um típico negócio que pode ser montado em casa sem muitos transtornos. Um home office funcional e bem organizado, qualquer trabalho de consultoria pode ser feito e de forma até mais produtiva que em um escritório corporativo.
  • Microfranquias – São ótimas opções de negócio com baixo investimento que pode ser montados em casa, principalmente as franquias de serviços. Existem microfranquias baratas que podem ser instaladas no sistema home based.
  • Negócios Online – Outra opção de negócios para montar em casa são aqueles vinculados à Internet como e-commerce, compras coletivas e franquias virtuais. Com o crescimento da Internet no Brasil, esse tipo de negócio em casa ganha cada vez mais adeptos. O setor de franquias virtuais de baixo custo é um dos que mais oferece oportunidades de ganhos rápidos.

Existem diversos negócios lucrativos que podem ser montados em sua própria casa.  De microfranquias ao comércio eletrônico existem opções bastante lucrativas e baixo investimento.
O mercado brasileiro ainda oferece inúmeras opções para quem deseja trabalhar em casa. Aqui mesmo em nosso site vemos diversas oportunidades sendo oferecidas por diversos anunciantes. A opção por negócios para montar em casa são cada vez mais variadas e assinando nosso boletim informativo você poderá estar atualizado sobre essas novas opções.