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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Moçambique: Renamo acusa forças de defesa de 'Provocações'


Maputo - O movimento rebelde moçambicano Renamo afirmou nesta segunda-feira que a trégua declarada por seu líder, Afonso Dhlakama, está ameaçada por "provocações" das forças de segurança e defesa do governo.

Citado na edição de terça-feira do diário independente "O Pais", o porta-voz nacional da Renamo, Antonio Muchanga, afirmou que um membro da Renamo na região de Zobue, na província de Tete, perto da fronteira com o Malawi, havia sido assassinado.


Ele também alegou que os membros da Renamo foram assediados em Manica, Sofala e Tete, mas não deu detalhes.

Embora Muchanga acredite que tais incidentes podem minar a trégua, ele disse que a Renamo não tem intenção de retomar sua guerra.

"Queremos denunciar e repudiar esses atos", disse ele, "e apelar às autoridades para que usem o poder que a Constituição e as leis lhes conferem para trazer ordem às forças de defesa e de segurança".


Ele também acusou os membros do partido Frelimo de dirigir "atos criminosos" contra membros da oposição e partidários.


Novamente não havia detalhes, o que dificultava a verificação das alegações de Muchanga. Os relatórios que chegam à imprensa em Maputo sugerem que, em geral, a situação é calma em todo o país, e que a trégua está a decorrer.


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

PRM reafirma que cidadão morto na circular não era agente da Polícia


A Polícia da República de Moçambique (PRM) reafirma que Miro Chilaúle, cidadão crivado de balas, última sexta-feira na Estrada Circular de Maputo, nunca fez parte da corporação.

Recorde-se que dois indivíduos foram mortos a tiro, na última sexta-feira, na Cidade de Maputo, um na avenida 24 de Julho e o outro na Estrada Circular.


A Polícia da República de Moçambique (PRM) reafirma que Miro Chilaúle, cidadão crivado de balas, última sexta-feira na Estrada Circular de Maputo, nunca fez parte da corporação.
Bernardino Rafael

Este último, é apontado tanto pelos familiares assim como pela Associação Moçambicana de Polícias, como agente da corporação, versão que é descartada pela PRM. O Comandante da Polícia na Cidade de Maputo, Bernardino Rafael, reafirmou, hoje, que o homem ora morto na Circular nunca fez parte da PRM.


Na sequência dos baleamentos registados na capital do país, Bernardino Rafael apela a devolução de armas às autoridades.



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sábado, 7 de janeiro de 2017

Automobilistas Já Circulam Sem Escolta Militar Na EN7


As autoridades moçambicanas desativaram, na manhã de quarta-feira, a escolta militar que vinha garantindo a circulação de pessoas e bens ao longo da Estrada Nacional Número Sete (EN7), no troço entre os distritos de Vandúzi e Changara, nas províncias de Manica e Tete.

A escolta militar foi introduzida nos meados do ano passado, em resposta à intensificação dos ataques armados envolvendo o braço armado da Renamo e as forças governamentais.

A porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, Elcídia Filipe, citada pela AIM, diz que a suspensão das escoltas militares na EN7 começou a vigorar na sequência das declarações do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, proferidas na terça-feira em tele-conferência de imprensa, anunciando a extensão das tréguas por mais 60 dias em todo o território nacional.


ver também: Afonso Dhlakama anuncia suspensão de ataques militares entre a Renamo e as Forças de Defesa e Segurança

“Quando a Renamo anunciou trégua de sete dias continuamos no activo. As escoltas foram acontecendo normalmente, visando garantir a segurança de pessoas e bens ao longo das estradas da província de Manica”, disse a fonte. “Na terça-feira, depois da comunicação oficial sobre o prolongamento da trégua por mais 60 dias, recebemos ordens para suspender a escolta. Podemos afirmar que a partir desta quarta-feira, as pessoas podem circular livremente naquela rodovia, sem necessitar de escolta militar em forma de coluna”, frisou Elsídia Filipe.


ver também: Moçambique: Trégua de Natal alimenta esperanças de paz

Advertiu, contudo, que o trabalho normal das Forças de Defesa e Segurança (FDS) vai prosseguir, como vinha acontecendo antes de introdução de escolta militar obrigatória. Filipe explicou que as pessoas já podem movimentar-se livremente e a hora que quiserem, mas “estaremos naqueles pontos estratégicos ao longo das principais estradas da província de Manica. Vamos interpelar cidadãos e exigir sua documentação e, se for necessário fazer vasculhas. Com isso, queremos garantir que as pessoas circulem livremente e seguras”.




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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Moçambique: Trégua de Natal alimenta esperanças de paz


O partido da oposição, Renamo de Moçambique disse na terça-feira ter estendido o cessar-fogo por dois meses para permitir negociações com o governo do presidente Filipe Nyusi, levantando esperanças para um processo de paz nascente.

Ambos os lados enfrentaram-se esporadicamente desde que Renamo desafiou os resultados das eleições de 2014 do sul da nação africana.

Os analistas dizem que a competição por recursos naturais também pode estar exacerbando os problemas.

Moçambique está a ponto de desenvolver enormes reservas de gás no mar que poderiam transformar um dos países mais pobres do mundo em um estado de renda média.


O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou 7 dias de tregua a duas semanas atras, depois do que descreveu como uma longa e construtiva conversa telefônica com Nyusi.

A prorrogação do cessar-fogo seguiu outro chamado entre os dois rivais.

"É tranquilizador que ambos os lados (concordaram em cessar fogo) para que as coisas possam dar certo e proporcionar paz aos moçambicanos", disse Dhlakama, (que está escondido) a repórteres em teleconferência.

"Eu sou o chefe da família, sou moçambicano e estamos realmente a fazer isto para reduzir as mortes em Moçambique".

Membros do atual governo e da Renamo lutaram em lados opostos em uma guerra civil de 1976 a 1992, que matou cerca de 1 milhão de pessoas.

Dhlakama e Nyusi não se encontraram face a face desde fevereiro de 2015 ea desconfiança entre os dois levou a vários colapsos no cessar-fogo desde Nyusi venceu o disputado 2014 voto.

Desde a votação, a Renamo exigiu que ela governasse nas seis províncias onde obteve o maior número de votos, enquanto o governo pediu que a oposição desarmasse antes de abrir as discussões.

Luta entre os dois lados geralmente ocorre no interior remoto, tornando difícil avaliar a extensão do conflito.

O partido da oposição, Renamo de Moçambique disse na terça-feira ter estendido o cessar-fogo por dois meses para permitir negociações com o governo do presidente Filipe Nyusi, levantando esperanças para um processo de paz nascente.
Afonso Dlhakama e Filipe Nyusi

No início de 2016, dezenas de milhares de moçambicanos fugiram da fronteira para o Malauí para escapar da violência e dos supostos abusos contra os direitos humanos.



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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Governo corta “décimo terceiro Salário” de dirigentes e governantes


O décimo terceiro salário da função pública será pago pela metade, este ano, e os que exercem cargos de chefia, incluindo ministros, vice-ministros e dirigentes de empresas públicas, não vão receber.


A informação foi avançada em conferência de imprensa convocada pelo ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, na tarde de hoje. O Governante justificou a medida pelo aperto orçamental que o país enfrenta com a interrupção da ajuda externa e diz que contribuirá para aliviar a pressão sobre o Estado nesta altura.


O Estado gasta até cinco biliões de meticais com o pagamento do décimo terceiro salário. Se tivesse de pagar 50% do valor a todos, gastaria três biliões de meticais, mas a exclusão dos que exercem cargos importantes leva a que pague 2.4 biliões de meticais.

Afonso Dhlakama anuncia suspensão de ataques militares entre a Renamo e as Forças de Defesa e Segurança


Trégua foi negociada pelo Presidente da República e o líder da Renamo e vai durar sete dias

A festa de ano novo será passada em Paz. A boa nova foi anunciada, na manhã de hoje, numa conferência de imprensa dirigida pelo líder da Renamo, por telefone. Sem explicar o teor da conversa, Afonso Dlhakama disse que falou com o Presidente da República Filipe Nyusi e acordaram que não haverá ataques em nenhum canto do país, entre as forças da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança nos próximos sete dias.

 “Anuncio a cessação das hostilidades militares a partir das zero horas de hoje, terça-feira 27 de Dezembro de 2016. Em todo território moçambicano não haverá combate entre as forças armadas da Renamo e as Forças Armadas de Moçambique. E as Forças da Renamo ficarão nas suas bases. Poderão fazer patrulha numa área de três a quatro quilómetros por razões de segurança e, o Presidente da República, quero acreditar, que vai fazer o mesmo. As Forças da FADEMO, FIR também irão se manter nas suas posições”.

De acordo com o líder do maior partido da oposição, a trégua não anula o papel da mediação internacional e se tudo correr bem a cessão de ataques poderá ser prolongada por mais tempo.


“Esta é a experiência que vamos ter. E, se tudo correr bem, poderemos prolongar por mais dias. Agora, o papel da mediação internacional vai continuar. A trégua não substitui as negociações. Ao contrário, a trégua é um sinal para que as pessoas percebam que há possibilidades de acabar com a guerra. A mediação vai continuar depois das festas. Todos poderão regressar a mesa de diálogo e desenhar o papel deles”.



O líder da Renamo reiterou a sua abertura para o diálogo e o desejo de que, em 2017, seja aprovada a criação do grupo que irá apoiar a mediação do diálogo pela Assembleia da República antes das eleições autárquicas. No final da conferência de imprensa o líder da Renamo reuniu-se por telefone com os membros e simpatizantes do seu partido, na sua sede em Maputo.

domingo, 14 de agosto de 2016

China foi o maior investidor em Moçambique no 1.º semestre de 2016

A China foi o maior investidor em Moçambique no primeiro semestre com 154 milhões de dólares, quase 60% do total do investimento directo estrangeiro, de acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI).

Segue-se a grande distância a África do Sul, com 45 milhões de dólares, as Maurícias, com 29 milhões de dólares, o Reino Unido, com 22 milhões de dólares (20 milhões de euros), e Portugal, com 14 milhões de dólares.

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Os restantes países na lista dos dez principais investidores são a Turquia, Itália, Índia, Espanha e Estados Unidos.

Segundo o CPI o investimento directo aprovado por Moçambique no primeiro semestre cifrou-se em 478 milhões de dólares.

Os dados revelam que daquele montante 304 milhões de dólares foram investimento directo estrangeiro, 52 milhões de dólares investimento directo nacional e 122 milhões de dólares tiveram origem em suprimentos e empréstimos.

Os mesmos dados revelam que todas as formas de investimento sofreram descidas acentuadas, com o estrangeiro a baixar 54% e o nacional 56%.

Do investimento estrangeiro aprovado pelo CPI, quase 80% está concentrado no sector da construção e obras públicas, indústria, agricultura e agro-indústria e mais de metade (55%) abrange as províncias de Maputo e Cidade de Maputo, a que se segue, com 21%, a província de Sofala.

Fonte: Macauhub

Governo publica ter criado mais de 300 mil empregos mas só menos de um terço entrou para a segurança social em Moçambique

Todos os anos cerca de 300 mil jovens moçambicanos atingem a idade economicamente activa e procuram o seu primeiro emprego. Durante 39 anos de independência o sector público e privado criou somente 1.366.738 postos de trabalho mas o Presidente Filipe Jacinto Nyusi propôs-se, através do seu plano quinquenal, a criar em apenas cinco anos 1.483.562 novos empregos.


Todos os anos cerca de 300 mil jovens moçambicanos atingem a idade economicamente activa e procuram o seu primeiro emprego. Durante 39 anos de independência o sector público e privado criou somente 1.366.738 postos de trabalho mas o Presidente Filipe Jacinto Nyusi propôs-se, através do seu plano quinquenal, a criar em apenas cinco anos 1.483.562 novos empregos.

“Criámos 302 188 empregos em 2015” disse em Fevereiro passado a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo. Todavia, em igual período, o Instituto Nacional de Segurança Social apenas registou 86.452 novos beneficiários. A explicação para a disparidade é que 215.736 empregos não foram criados e uma das evidências é o grande número de jovens envolvidos na criminalidade nos centros urbanos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Governo de Nyusi vai gastar mais de 36 biliões de meticais sem dar satisfações

O Orçamento de Estado revisto pelo Governo de Filipe Nyusi, e aprovado pelos deputados do partido Frelimo na Assembleia da República, tem inscritos 36,4 biliões de meticais para gastos não especificados. Este montante poderá ter sido previsto para pagar o empréstimo da Mozambique Magement Asset(MAM), ilegalmente avalizado pelo Estado em 2014.

 

Na passada quinta-feira(28), discursando na conferência anual do sector privado o Presidente Filipe Nyusi reconheceu que Moçambique atingiu “um nível de risco elevado de sobre endividamento” contudo o Orçamento de Estado rectificativo que o seu Executivo aprovou no Parlamento prevê que o País possa endividar-se em mais 26,1 biliões de meticais.

Questionado pelos deputados dos partidos de oposição o Governo não explicou que Garantias e Avales pretende emitir durante o exercício financeiro de 2016.

Além deste montante também é desconhecida a finalidade dos 10,3 biliões de meticais que o Governo inscreveu na rubrica de “Demais Despesas Correntes” do Orçamento revisto para este ano.

Recordando que a empresa estatal Mozambique Magement Asset(MAM) tem a primeira amortização do seu empréstimo de 535 milhões de dólares norte-americanos em atraso, desde 23 Maio, junto do banco russo VTB é plausível julgar que parte destes biliões inscritos no Orçamento de Estado rectificativo de 2016 poderá ser usado para pagar os credores que podem accionar a Garantia emitida pelo Estado em 2014.

O valor poderá ser ainda usado para assumir como dívida Pública a totalidade da dívida desta empresa, criada em 2014, que tem como accionistas a empresa GIPS (Gestão de Investimentos, Participações e Serviços, Limitada), uma entidade participada pelos Serviços Sociais do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), com 98% , a Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) - que também é participada pela GIPS em 33% -, e a Proindicus com o restante 1% - outra empresa participada pela GIPS em 50%.

É que ao contrário da EMATUM e Proindicus que com os empréstimos que contraíram adquiriram algum património visível, nomeadamente barcos de pesca e embarcações de vigilância marítima, a MAM não tem nenhum bem físico que possa ter custado mais de meio bilião de dólares.

Dobro da unidade nacional e paz, triplo do emprego e competitividade


Diga-se que estes 36,4 biliões de meticais são superiores a todo orçamento previsto para as despesas de funcionamento e investimento dos distritos em 2016 e equipara-se ao total orçamentado o funcionamento e investimento em todas as províncias.

Este montante que o Governo de Nyusi não explica a finalidade é três vezes superior o orçamento previsto gastar na promoção de emprego, melhorar a produtividade e competividade, 11,1 biliões de meticais é o total que será gasto nesta que é uma prioridade do próprio Executivo.

O valor representa ainda o dobro do total previsto na primeira prioridade do Governo de Filipe Nyusi, “consolidar a Unidade Nacional, Paz e Soberania, que tem um custo estimado em 17,9 biliões de meticais durante o corrente ano.

@Verdade

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eleições 2014: Renamo surpreendida a usar bens do Estado

 A Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, está a usar bens do Estado para a realização da campanha eleitoral que arrancou hoje em todo o país, rumo às V eleições gerais a ter lugar a 15 de Outubro próximo.

Esta prática constitui uma violação ao código de conduta recentemente aprovado pelos candidatos, partidos políticos, coligações de partidos e grupos de cidadãos eleitores proponentes, concorrentes às eleições.


O Código de Conduta refere no seu artigo 5, relativo aos deveres relativos à campanha eleitoral: não usar os bens do Estado, autarquias locais, institutos autónomos, empresas estatais, empresas públicas e sociedades de capitais exclusiva ou maioritariamente públicas na campanha eleitoral.


Entretanto, segundo constatou, hoje, a AIM, que o partido liderado por Afonso Dhlakama usou duas, das viaturas do Estado, com chapas de matrícula com inscrição vermelhas com os registos EAB 436 MP e EAB 558, ambas 4x4.


Os dois carros circulavam ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), mais concretamente no sentido Bairro 25 de Junho/Bairro do Jardim, na periferia da capital moçambicana, por volta das 16h30.

Este foi o primeiro caso constatado pela AIM, de um partido político que usa bens do Estado para fins de campanha eleitoral.

As caravanas da Frelimo, partido no poder, e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), segundo maior partido de oposição e pautaram por uma campanha ordeira e pacífica.

A campanha vai culminar com a eleição de um novo Presidente da República, deputados da Assembleia da República e membros das Assembleias

Provinciais.


fonte: mozmassoko