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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pessoas Que Cortam Os Pêlos Pubianos Tem Maior probabilidade De Ter Uma Infeção Sexualmente Transmissível

É uma má notícia para os moçambicanos, xD parece que o melhor é deixar mato mesmo! Nova pesquisa tem encontrado uma ligação entre aliciamento dos pêlos pubianos e um aumento de possibilidades de contrair uma infeção sexualmente transmissível (IST).

Eles sugeriram que as capinagens intensas, ou mesmo os níveis moderados de capinagem, podem causar pequenas ranhuras na pele que podem deixar o indivíduo mais suscetível às bactérias e aos vírus.

Além disso, eles descobriram que aqueles que regularmente fazem limpeza la em baixo tendem a ser mais jovens, mais sexualmente ativos, tiveram mais parceiros sexuais este ano, e dormem com mais pessoas agora do que já dormiram ao longo de toda a sua vida.

O estudo analisou 7.580 pessoas (56 por cento homens, 44 por cento mulheres) com idades entre 18 a 65 anos de idade, nos EUA. Suas descobertas foram publicadas na publicação do British Medical Journal, (Sexually Transmitted Infections).

Cerca de 75% disseram que já tinham cortado os pêlos pubianos antes, com uma percentagem maior para as mulheres (84%) do que para os homens (66%).

A máquina de barbear elétrica foi a arma escolhida para 42% dos homens, enquanto 61% das mulheres optaram pela lâmina manual. Cerca de 25 por cento dos homens e mulheres apenas cortaram usando tesouras.

Os pesquisadores consideraram aqueles que removeram todos os seus pêlos pubianos mais de 11 vezes por ano como "capinador(a)s extremo(a)s" e aqueles que cuidavam de seus pêlos pubianos diariamente ou semanalmente como "alta frequência". Fora do grupo da amostra, 17 por cento foram classificados como extremo e 22 por cento como alta frequência.

No total, 13 por cento da pesquisa relatada disse que eles tinham herpes, vírus do papiloma humano (VPH), sífilis, molusco, gonorreia, clamídia, HIV ou piolhos púbicos.

Os capinador(a)s extremo(a)s tinham um número notavelmente maior de parceiros sexuais do que qualquer outro grupo. Descobriu-se que os alta frequência e os capinador(a)s extremo(a)s estao quatro vezes mais propensos a contrair uma infecção, em particular, tais como herpes e (VPH) que só dependem de contato pele a pele.

Não foi tao bom assim para aqueles raramente cortam os pêlos pubianos, como eles foram encontrados por ter um maior risco de infestação de piolhos.

A pesquisa foi um estudo observacional e não procurou uma causa. No entanto, considerando o número de parceiros sexuais, quando eles olhavam para ver se os cortes nos pêlos pubianos estavam associadas as IST, o resultado sugeriu que não é pelo simples facto de capinar que se esta necessariamente em "comportamentos sexuais de risco", de acordo com os pesquisadores. Eles sugeriram que os cortes intensos, ou mesmo os níveis moderados de cortes, podem causar pequenas ranhuras na pele que podem deixar o indivíduo mais suscetível às bactérias e aos vírus.

Independentemente dos riscos aparentes, os pesquisadores dizem que a higiene púbica está se tornando cada vez mais popular em todo o mundo, juntamente com a mudança de percepções de atratividade, limpeza, masculinidade, feminilidade e sexualidade.

Então oque achou? deixe nos saber nos comentarios.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Angola e Moçambique em risco de terem surtos do ébola

Há 22 países africanos onde o vírus hemorrágico pode saltar dos animais para os humanos, mostra um novo estudo.

 

Os países susceptíveis a surtos de ébola, as regiões a vermelho são as com mais risco do vírus saltar da natureza para a população humana

Uma equipa de investigadores fez um mapa que mostra as regiões onde há maior risco de surgir um surto de ébola, e defende que as regiões que provavelmente são o habitat de animais com o ébola estão mais espalhadas do que antes se receava, particularmente na África Ocidental, onde se iniciou, no final do ano passado, o pior surto de sempre desta febre hemorrágica. Angola e Moçambique são dois dos 22 países onde este risco existe.

Segundo os investigadores, compreender onde é que se dá o contacto entre as pessoas e os animais infectados com o vírus do ébola através da caça e da alimentação de animais selvagens e o que estas pessoas têm de fazer para não contraírem esta doença mortal são dois objectivos cruciais para prevenir futuros surtos.

O vírus do ébola pode matar até 90% das pessoas infectadas, e pensa-se que exista naturalmente em morcegos frutívoros ou noutros animais. A passagem para os humanos deverá ocorrer quando se tem contacto com o sangue, a carne ou fluídos de animais infectados com o vírus.

Estes saltos feitos pelos vírus dos animais para os humanos são conhecidos como eventos zoonóticos e também foram responsáveis por iniciarem a epidemia do VIH e da gripe suína H1N1.

O novo mapa, publicado nesta segunda-feira, mostra que grandes partes da África Central, assim como regiões da África Ocidental, têm características que os cientistas chamam de “nichos zoonóticos” para o ébola.

“Até agora, não houve muito trabalho feito, mas havia um artigo que mostrava que a área sob risco era muito menor”, disse Nick Golding, da Universidade de Oxford, Reino Unido, que fez parte da equipa internacional responsável pelo trabalho. “Esse artigo não previa, por exemplo, a área da Guiné, onde o surto actual começou”, explicou à agência Reuters.

As epidemias passadas de ébola aconteceram na África Central e há um surto recente no Norte do Congo — que não está ligado com o da África Ocidental —, que infectou cerca de 30 pessoas na última semana. De acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 2100 pessoas morreram devido ao ébola na África Ocidental, que infectou pelo menos 4000 pessoas na Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria, Nigéria e Senegal. Segundo a OMS, a epidemia vai demorar meses para ser controlada e poderá haver 20.000 casos.

O estudo de Golding, publicado num artigo na revista online eLife, teve a colaboração de cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, da Universidade de Toronto, no Canadá, e do Hospital de Boston para Crianças, nos Estados Unidos, e não teve como objectivo mapear o contágio da doença entre humanos. Fez antes o mapeamento do risco de animais infectarem as pessoas.

O trabalho usou tanto a informação do surto que está a acontecer agora como de outras infecções em morcegos, primatas e outros animais que ainda não tinham sido mapeadas. Os estudos passados mostram que o primeiro doente de um surto de ébola é provavelmente infectado pelo contacto com um animal infectado. Normalmente, primatas que, de alguma forma, contraíram o vírus do reservatório natural que serão os morcegos frutívoros.

O chamado “caso índex” no surto actual do Congo foi, de acordo com a OMS, uma mulher grávida na aldeia de Ikanamongo que cortou e cozinhou um animal caçado pelo seu marido.

“Apesar de a doença poder ser encontrada em animais numa grande área, os surtos são ainda muito raros; muito poucos animais nesta região têm infecções detectáveis, e é extremamente raro para os humanos apanharem doenças a partir deles”, disse David Pigott, um dos autores líderes do estudo.

Para encontrarem as áreas com maior risco, a equipa identificou a distribuição provável das espécies de morcegos suspeitas de terem a doença.

Os investigadores também mapearam os factores ambientais, como a temperatura e a vegetação, para determinarem locais onde se torna possível haver a transmissão do vírus dos animais hospedeiros para as pessoas. Toda esta informação foi relacionada com informações detalhadas dos locais onde houve pessoas que ficaram infectadas com ébola pelo contacto com animais selvagens e onde também se identificaram animais infectados.

No passado, houve surtos a iniciarem-se no Congo, na República Democrática do Congo, no Gabão, na Guiné-Conacri, na Costa do Marfim, no Sudão do Sul e no Uganda. Mas o mapa mostra que há mais 15 países onde um novo surto de ébola poderá surgir: Angola, Burundi, Camarões, Etiópia, Gana, Libéria, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Nigéria, República Centro-Africana, Ruanda, Serra Leoa, Tanzânia e Togo, adianta a agência AFP.

“Este trabalho foi o primeiro passo para se compreender onde é que os surtos poderão surgir no futuro”, explicou Golding. “Para nos prepararmos para futuros surtos e para lidar com o que está a acontecer, é preciso compreender como é que o movimento das pessoas faz com que a doença se espalhe assim que o vírus entra na população humana.”

Guiné-Bissau defende-se do ébola "com unhas e dentes"

As autoridades guineenses já fizeram de tudo um pouco na luta contra o ébola: fechar fronteiras, doar sangue, limpar o lixo. Ainda não há casos de ébola no país e faz-se o possível para travar a entrada do surto.




Chegaram mais reforços para ajudar a Guiné-Bissau a combater o surto de ébola. A Organização Mundial de Saúde (OMS) forneceu ao país 40 termómetros para despistar à distância pessoas com febre, um dos sintomas de quem está infetado com o vírus.
Os termómetros serão colocados no aeroporto internacional de Bissau e em todos os postos fronteiriços com a vizinha Guiné-Conacri, um dos países mais afetados pelo surto. As autoridades guineenses encerraram os postos por precaução, mas, segundo a agência de notícias Lusa, há relatos de entrada ilegal de pessoas através do suborno de guardas.
A Guiné-Bissau tenta ao máximo travar a entrada do vírus. Seria "catastrófico se a doença chegasse agora", diz o representante das Nações Unidas, Miguel Trovoada. O país enfrenta neste momento "grandes desafios" com a retoma à normalidade constitucional depois do período de transição que se seguiu ao golpe de Estado de 2012.

Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, limpa o lixo no início de campanha nacional de limpeza
São várias as medidas tomadas pelas autoridades. O Governo guineense tem sensibilizado a população para os riscos do ébola, lançou uma campanha nacional de limpeza e desinfeção e disponibilizou, por exemplo, dois números de telefone gratuitos para a população denunciar casos suspeitos. O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, chegou mesmo a doar sangue no âmbito da campanha de prevenção do ébola.
Formação sobre ébola
Este fim-de-semana, as Nações Unidas promoveram em Bissau uma formação para formadores sobre a doença, ministrada por peritos da universidade norte-americana John Hopkins. Participaram 35 médicos guineenses e de outros cinco países da África Ocidental: Senegal, Guiné-Conacri, Nigéria, Gâmbia e Costa do Marfim.
Como cuidar de um paciente infetado com ébola, como prevenir a doença ou como interromper a cadeia de infeção foram alguns dos temas abordados na formação, conta a especialista Polly Trexler.

Na luta contra o ébola, só lavar as mãos não chega
 
"Falámos sobre como tratar os doentes e como saber se eles estão realmente infetados com o vírus do ébola", diz a formadora. "Abordámos também os procedimentos que devem ser seguidos para os médicos se protegerem a si próprios e aos doentes. Fizemos ainda exercícios sobre cuidados básicos que um médico deve ter."
Casos suspeitos na Guiné-Bissau
O surto de ébola já se espalhou da Guiné-Conacri para a Serra Leoa, Libéria, Nigéria e Senegal. Ao todo, o vírus já provocou mais de duas mil mortes. Só na Guiné-Conacri, país que faz fronteira com a Guiné-Bissau, já morreram mais de 500 pessoas.
Por isso, é fundamental capacitar as pessoas para prevenir e gerir eventuais casos desta doença, afirma o representante das Nações Unidas em Bissau.
"Há um certo número de medidas que foram e estão a ser tomadas e, se porventura se registar algum caso, é preciso estar preparado para atender a situação e saber como reagir", diz Miguel Trovoada.
O diretor-geral da promoção da Saúde Pública, Nicolau Almeida, avança que, na Guiné-Bissau, já há vários casos suspeitos que estão sob quarentena.
"Há três pessoas em Bafatá que estão a ser seguidas. São pessoas que vieram da Guiné-Conacri mas que não têm nenhum sintoma do vírus", diz o responsável. "Em Gabú, logo quando se fecharam as fronteiras, também apareceram alguns indivíduos, da Guiné-Bissau e provavelmente também da Guiné-Conacri, que estão de quarentena."

Bairros inteiros foram colocados em quarentena por causa do ébola

UA pede fim da proibição de viajar
A Guiné-Bissau não foi o único país a fechar as fronteiras e a pôr em marcha planos de prevenção. Enquanto alguns países afetados impuseram quarentenas em regiões inteiras, outros cancelaram os voos para os países afetados para travar o surto. Mas a União Africana (UA) teme o impacto económico destas medidas.
"Foi acordado que deveríamos pedir a todos os Estados-membros que levantem todas as proibições de viajar para que as pessoas possam circular entre os países, para que haja trocas comerciais e para que estejam abertos a atividades económicas", diz a chefe da comissão da UA, Nkosazana Dlamini-Zuma. É preciso "ter cuidado para não introduzir medidas que tenham mais impacto social e económico do que a própria doença."
Porém, é preciso assegurar que há mecanismos de supervisão montados no terreno, sublinhou a responsável.
A OMS teme que o vírus se continue a alastrar a um ritmo galopante, sobretudo na Libéria, onde se receia "milhares" de novos casos nas próximas semanas.