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domingo, 14 de agosto de 2016

Moçambique: Cresce número de leões abatidos para uso em rituais tradicionais

Em Moçambique cresce o número de leões abatidos para extracção de partes do corpo para rituais tradicionais, principalmente na Ásia.



O médio veterinário do Parque Nacional da Gorongosa, em Sofala, Rui Branco, disse à Radio Moçambique que só nos últimos dois anos, aquela reserva perdeu seis leões.

Branco que falava, esta quarta-feira, por ocasião do Dia Mundial do Leão, explicou que a procura de unhas, dentes e ossos para rituais tradicionais na China, coloca o Leão em vias de extinção. (RM Sofala)

Economia de Moçambique deverá crescer apenas 3,8% em 2016

A economia de Moçambique deverá crescer este ano a uma taxa real de 3,8%, antes de voltar a subir para valores entre 4,2% e 5,6% nos anos de 2017 a 2020, de acordo com o mais recente relatório da Economist Inteligence Unit (EIU).



O crescimento económico a ocorrer este ano é o mais baixo dos últimos 15 anos e reflecte a quebra da despesa do governo, a quebra do investimento directo estrangeiro decorrente de um fraco ambiente de negócios e a quebra da produção agrícola na sequência de perturbações climatéricas.

A EIU afirmou esperar que a partir de 2017 tenha lugar uma aceleração gradual do crescimento económico, à medida que a estabilidade macroeconómica melhora e a confiança dos investidores recupera mas adiantou que esse crescimento, a uma média de 5,1% no período de 2017 a 2020, ficará longe da média de 7,2% da década anterior.

A produção de carvão manter-se-á um factor-chave para o crescimento, devido ao esperado aumento dos preços do minério entre 2017 e 2018, a procura robusta por parte da Índia e dos esforços das empresas mineiras para reduzirem os respectivos custos de funcionamento.

A EIU menciona o risco associado ao agravamento das condições de segurança nas regiões mineiras de Moçambique, bem como perturbações na rede logística que permite o escoamento de carvão e de outros minérios, mas adiantou deverem as empresas mineiras manterem-se empenhadas nos respectivos projectos.

A produção agrícola deverá retomar em 2017 à medida que esmorecem os efeitos do El Niño mas o crescimento manter-se-á baixo devido à baixa produtividade das explorações familiares, na sua maior parte de subsistência e aos baixos preços associados às principais culturas de rendimento, açúcar, chá e algodão.

A inflação, que em Junho se cifrou em 19,7% em termos homólogos, deverá manter-se elevada, devido à rápida desvalorização da moeda moçambicana face às principais divisas, prevendo a EIU que encerre o ano em curso a 17,1%, o valor mais elevada em mais de uma década.

O investimento ou formação bruta de capital fixo deverá ser negativo este ano, com uma taxa de -1,2%, antes de voltar a subir para 0,5% em 2017 e 2,9% em 2018 e para valores entre 11,2% e 11,6% nos anos de 2019 e 2020.

Fonte: Macauhub

China foi o maior investidor em Moçambique no 1.º semestre de 2016

A China foi o maior investidor em Moçambique no primeiro semestre com 154 milhões de dólares, quase 60% do total do investimento directo estrangeiro, de acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI).

Segue-se a grande distância a África do Sul, com 45 milhões de dólares, as Maurícias, com 29 milhões de dólares, o Reino Unido, com 22 milhões de dólares (20 milhões de euros), e Portugal, com 14 milhões de dólares.

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Os restantes países na lista dos dez principais investidores são a Turquia, Itália, Índia, Espanha e Estados Unidos.

Segundo o CPI o investimento directo aprovado por Moçambique no primeiro semestre cifrou-se em 478 milhões de dólares.

Os dados revelam que daquele montante 304 milhões de dólares foram investimento directo estrangeiro, 52 milhões de dólares investimento directo nacional e 122 milhões de dólares tiveram origem em suprimentos e empréstimos.

Os mesmos dados revelam que todas as formas de investimento sofreram descidas acentuadas, com o estrangeiro a baixar 54% e o nacional 56%.

Do investimento estrangeiro aprovado pelo CPI, quase 80% está concentrado no sector da construção e obras públicas, indústria, agricultura e agro-indústria e mais de metade (55%) abrange as províncias de Maputo e Cidade de Maputo, a que se segue, com 21%, a província de Sofala.

Fonte: Macauhub

China busca vida alienígena com telescópio gigante

A China levantou neste domingo a última peça necessária para ajustar a posição do que será o maior radiotelescópio do mundo, que será usado para explorar o espaço e ajudar na busca por vida extraterrestre, informou a mídia estatal.



O telescópio, com uma abertura esférica de 500 metros, mede o equivalente a 30 campos de futebol e está encravado numa montanha na pobre província de Guizhou, ao sudeste do país.

De acordo com Zheng Xiaonian, vice-presidente da Observação Astronómica Nacional, da Academia Chinesa de Ciências, responsável pela construção do equipamento, os cientistas agora darão início a testes do telescópio.

"O projecto tem potencial de buscar mais objectos desconhecidos, para que possamos compreender melhor a origem do universo e impulsionar a caçada global por vida extraterrestre", disse Zheng à agência oficial Xinhua.


O telescópio que custou 1,2 biliões de yuans (180 milhões de dólares) será um líder global durante as próximas duas décadas, acrescentou Zheng. O equipamento levou cerca de cinco anos para ser construído e deverá entrar em operação em Setembro.

O avanço do programa espacial da China é uma prioridade para Pequim, com um apelo do presidente Xi Jinping para que o país se estabeleça como uma potência espacial. As ambições da China incluem colocar um homem na Lua até 2036 e a construção de uma estação espacial, cujas obras já começaram.

Embora a China insista que o seu programa tem fins pacíficos, o Departamento de Estado dos EUA destacou o crescente poderio espacial dos chineses e disse que essas actividades buscam prevenir o uso de activos no espaço por adversários numa eventual crise.

Governo publica ter criado mais de 300 mil empregos mas só menos de um terço entrou para a segurança social em Moçambique

Todos os anos cerca de 300 mil jovens moçambicanos atingem a idade economicamente activa e procuram o seu primeiro emprego. Durante 39 anos de independência o sector público e privado criou somente 1.366.738 postos de trabalho mas o Presidente Filipe Jacinto Nyusi propôs-se, através do seu plano quinquenal, a criar em apenas cinco anos 1.483.562 novos empregos.


Todos os anos cerca de 300 mil jovens moçambicanos atingem a idade economicamente activa e procuram o seu primeiro emprego. Durante 39 anos de independência o sector público e privado criou somente 1.366.738 postos de trabalho mas o Presidente Filipe Jacinto Nyusi propôs-se, através do seu plano quinquenal, a criar em apenas cinco anos 1.483.562 novos empregos.

“Criámos 302 188 empregos em 2015” disse em Fevereiro passado a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo. Todavia, em igual período, o Instituto Nacional de Segurança Social apenas registou 86.452 novos beneficiários. A explicação para a disparidade é que 215.736 empregos não foram criados e uma das evidências é o grande número de jovens envolvidos na criminalidade nos centros urbanos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Governo de Nyusi vai gastar mais de 36 biliões de meticais sem dar satisfações

O Orçamento de Estado revisto pelo Governo de Filipe Nyusi, e aprovado pelos deputados do partido Frelimo na Assembleia da República, tem inscritos 36,4 biliões de meticais para gastos não especificados. Este montante poderá ter sido previsto para pagar o empréstimo da Mozambique Magement Asset(MAM), ilegalmente avalizado pelo Estado em 2014.

 

Na passada quinta-feira(28), discursando na conferência anual do sector privado o Presidente Filipe Nyusi reconheceu que Moçambique atingiu “um nível de risco elevado de sobre endividamento” contudo o Orçamento de Estado rectificativo que o seu Executivo aprovou no Parlamento prevê que o País possa endividar-se em mais 26,1 biliões de meticais.

Questionado pelos deputados dos partidos de oposição o Governo não explicou que Garantias e Avales pretende emitir durante o exercício financeiro de 2016.

Além deste montante também é desconhecida a finalidade dos 10,3 biliões de meticais que o Governo inscreveu na rubrica de “Demais Despesas Correntes” do Orçamento revisto para este ano.

Recordando que a empresa estatal Mozambique Magement Asset(MAM) tem a primeira amortização do seu empréstimo de 535 milhões de dólares norte-americanos em atraso, desde 23 Maio, junto do banco russo VTB é plausível julgar que parte destes biliões inscritos no Orçamento de Estado rectificativo de 2016 poderá ser usado para pagar os credores que podem accionar a Garantia emitida pelo Estado em 2014.

O valor poderá ser ainda usado para assumir como dívida Pública a totalidade da dívida desta empresa, criada em 2014, que tem como accionistas a empresa GIPS (Gestão de Investimentos, Participações e Serviços, Limitada), uma entidade participada pelos Serviços Sociais do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), com 98% , a Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM) - que também é participada pela GIPS em 33% -, e a Proindicus com o restante 1% - outra empresa participada pela GIPS em 50%.

É que ao contrário da EMATUM e Proindicus que com os empréstimos que contraíram adquiriram algum património visível, nomeadamente barcos de pesca e embarcações de vigilância marítima, a MAM não tem nenhum bem físico que possa ter custado mais de meio bilião de dólares.

Dobro da unidade nacional e paz, triplo do emprego e competitividade


Diga-se que estes 36,4 biliões de meticais são superiores a todo orçamento previsto para as despesas de funcionamento e investimento dos distritos em 2016 e equipara-se ao total orçamentado o funcionamento e investimento em todas as províncias.

Este montante que o Governo de Nyusi não explica a finalidade é três vezes superior o orçamento previsto gastar na promoção de emprego, melhorar a produtividade e competividade, 11,1 biliões de meticais é o total que será gasto nesta que é uma prioridade do próprio Executivo.

O valor representa ainda o dobro do total previsto na primeira prioridade do Governo de Filipe Nyusi, “consolidar a Unidade Nacional, Paz e Soberania, que tem um custo estimado em 17,9 biliões de meticais durante o corrente ano.

@Verdade

Agente da Polícia morto a machado e outro gravemente ferido em Maputo

Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) cuja identidade não apurámos perdeu a vida e outro está gravemente ferido, em consequência de terem sido agredido com recurso a instrumentos contundentes, por um grupo de supostos assaltantes, no bairro George Dimitrov, vulgo Benfica, na cidade de Maputo.



A Polícia da 15ª esquadra, sita naquele bairro, já deteve alguns malfeitores e está no encalço de outros. O policial ferido encontra-se, neste momento, a lutar pela vida na sala de reanimação do Hospital Central de Maputo (HCM), enquanto o outro pereceu a caminho do hospital.

Um dos jovens que faz parte dos homicidas admitiu o seu envolvimento no crime e revelou que o grupo é composto por sete elementos. Todavia, quando começa a enumerar os nomes da gangue (usando alcunhas) a lista vai para além do número a que se referiu.

Dos sete membros da aludida quadrilha, segundo o acusado, alguns vivem no bairro George Dimitrov e outros na KaTembe. Além da morte e ferimento dos policiais em questão, o bando é indiciado de semear terror naquela zona e há tempo que era procurado pelas autoridades.

De acordo com o incriminado, o machado e o martelo encontrados em sua posse eram usados para ameaçar, agredir as pessoas e arrancar-lhes bens tais como dinheiro. Eles cometeram vários assaltos usando os mesmos instrumentos, que altura em que foram recolhidos pela Polícia estavam bastante ensanguentados.

O outro integrante da quadrilha negou ter participado no crime e alegou que é vendedor. Na altura em que os seus amigos agrediram fisicamente os agentes da Lei e Ordem ele não se encontrava na companhia de nenhum de deles, mas, sim, no mercado. “Só fiquei a saber deste crime aqui na esquadra e não sei por que é que estou preso”.

Refira-se que quando um grupo de meliantes chega a agredir e matar uma pessoa cuja missão é garantir a ordem, segurança e tranquilidade públicas, não só é uma afronta e desrespeito à Polícia no seu todo, mas pode ser, também, um sinal de escalada da criminalidade nos centros urbanos, facto quem tem vivo a ganhar contornos alarmantes, pese embora as autoridades policiais não assumam.

No seu recente informe anual sobre o estado da justiça em Moçambique, apresentado ao Parlamento, a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchil, reconheceu o país continua a registar crimes, na sua maioria protagonizados por jovens, cuja prevenção e combate exigem mais esforços de toda a sociedade.

@Verdade